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Vistoria na sala: porta, piso, pintura e itens essenciais

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vistoria na sala é o ponto de partida ideal, porque ela dá uma visão geral do estado do imóvel e, além disso, costuma concentrar itens de alto impacto na percepção do cliente: porta de entrada, piso, pintura, iluminação e, em imóveis mobiliados, os móveis e o enxoval. Por isso, se você organizar bem a sala, então os próximos ambientes ficam muito mais rápidos e consistentes.

Neste tour, o imóvel não tem hall de entrada bem definido. Mesmo assim, você não precisa criar “três ambientes” (sala, corredor de entrada e cozinha) se isso não fizer sentido no layout. Em vez disso, normalmente basta criar “Sala” e “Cozinha” separados. Dessa forma, você evita bagunça e ganha padronização.

A seguir, você vai ver um roteiro prático de vistoria na sala, usando a fórmula: nome + material + estado + funcionamento + observaçõesAssim, o laudo fica claro, replicável e defensável.

ATENÇÃO: O CONTEÚDO PRINCIPAL ESTÁ NO VÍDEO. O TEXTO A SEGUIR É UM RESUMO.

Organização do laudo: sala separada da cozinha (mesmo sem parede)

Na vistoria na sala, quando sala e cozinha são integradas, é comum querer fazer tudo junto. Porém, isso tende a “misturar” fotos e descrições. Portanto, crie:

  • Ambiente 1: Sala
  • Ambiente 2: Cozinha

Assim sendo, cada ambiente terá seus próprios itens. Consequentemente, você reduz divergência na vistoria de saída.

Modelo pronto:

  • “Sala: ambiente criado separadamente da cozinha para manter organização e facilitar comparação posterior.”

Vistoria na sala: porta de entrada (separe em 3 itens: porta, fechadura e batente)

Na vistoria na sala, a porta de entrada quase sempre merece itens separados, porque ela reúne componentes diferentes (porta, fechadura e batente/prendedor). Além disso, a manutenção e a responsabilidade podem variar (por exemplo, lado externo em alguns condomínios). Por isso, a organização por itens ajuda muito.

Item 1 — A porta: pintura, bordas, furos e funcionamento

Primeiro, descreva a porta (sem misturar com fechadura). Depois, registre o que realmente dá problema: bordas, estufamento, lascas e arrasto. Isso deixa a vistoria na sala muito segura.

O que verificar

  • bordas (inferior, laterais e superior) para lascas, manchas e estufamento;
  • furos/pregos/para-fusos aparentes (lado interno e externo);
  • dobradiças com tinta, oxidação e folga;
  • funcionamento: abre/fecha até o final sem arrastar no piso, no batente ou no topo.

Atenção sobre “cor” Evite cravar cor quando não for pintura (porta laminada/laqueada). Ou seja, nem toda porta é “pintada”. Se for pintada, então você pode indicar o tipo de tinta (quando souber) e o estado geral.

Exemplo:

  • “Porta de entrada em [madeira/MDF/laminada/laqueada], estado [novo/bom/usado]. Bordas (inferior/laterais/superior) com [sem / com] lascas/manchas/estufamento. Dobradiças [sem / com] marcas de tinta e [sem / com] oxidação. Funcionamento ao abrir/fechar [funcionando / com arrasto] em [piso/batente/topo] (fotos).”

Item 2 — Fechadura (incluindo eletrônica): marca, chaves e teste mecânico

Em seguida, na vistoria na sala, crie o item “Fechadura”. Se for eletrônica, então nomeie como “fechadura eletrônica” e inclua marca (quando visível), além de observações úteis.

O que testar e registrar

  • marca (ex.: Intelbras), quando identificável;
  • lingueta/trava: bater a porta e ver se “segura” sem precisar trancar na chave (quando aplicável);
  • maçaneta firme (sem folga, sem queda, sem desalinhamento);
  • marcas de tinta no corpo da fechadura (comum em portas pintadas);
  • oxidação/manchas;
  • quantidade de chaves e, quando for combinado, senha (com cuidado para não expor senha em laudo público).

Exemplo:

  • “Fechadura [eletrônica/mecânica] [marca], estado [bom/usado]. Trava/lingueta [funcionando / não retém]. Maçaneta [firme / com folga]. Apresenta [sem / com] marcas de tinta e [sem / com] oxidação. Chaves: [quantidade] (observações).”

Observação prática: senha só registre se for procedimento da imobiliária e se o documento tiver controle de acesso. Caso contrário, registre apenas “senha informada em canal separado”.

Item 3 — Batente/prendedor de porta: magnético e teste de retenção

Por fim, na vistoria na sala, crie o item do batente/prendedor. Embora pareça pequeno, ele gera reclamação quando está frouxo. Portanto, teste.

Como testar

  • abrir a porta totalmente;
  • encostar no batente;
  • aplicar leve pressão para confirmar que prende e não solta facilmente.

Exemplo:

  • “Batente/prendedor de porta tipo [magnético/encaixe/outro], em metal [cromado/escovado]. Fixação [firme / frouxa]. Retenção ao encostar a porta [funcionando / falha] (foto).”

Piso da sala: identifique o tipo e registre defeitos típicos (sem “chutar” cor)

Na vistoria na sala, o piso é um item que precisa de método, porque pequenos riscos e lascas viram discussão. Além disso, o tipo de piso muda o padrão de desgaste.

Tipos mais comuns

  • laminado
  • vinílico
  • cerâmico
  • porcelanato (muito comum em peças grandes e juntas finas/retificadas)

Importante: cor do piso costuma ter muitos nomes comerciais. Por isso, prefira não cravar cor. Em vez disso, deixe que foto e vídeo “provem” a tonalidade.

O que verificar

  • riscos e manchas (inclusive respingos de tinta perto do rodapé);
  • lascas e quinas quebradas;
  • piso “oco”/estralando ao caminhar;
  • diferenças de desgaste em áreas com mais luz (mais relevante em laminado/vinílico).

Exemplo:

  • “Piso em [porcelanato/vinílico/laminado/cerâmico], estado [bom/usado]. Apresenta [sem / com] riscos, [sem / com] manchas e [sem / com] lascas pontuais (fotos). Teste ao caminhar: [sem ruídos / com estalos indicando possível oco] (observação).”

Rodapés: descreva separado (defeitos em quinas, descolamento e mordidas de pet)

Rodapé não é parede e não é piso. Logo, faça item próprio. Assim, você registra defeitos típicos que passam batido na vistoria na sala.

O que observar

  • descolamento/afastamento da parede;
  • desnível (afastado do piso);
  • quinas roídas (pets) e marcas de carrinho/brinquedos;
  • riscos, manchas amareladas, pregos/parafusos aparentes.

Exemplo:

  • “Rodapés em [MDF/madeira/polímero], estado [bom/usado]. Fixação [firme / com pontos descolados]. Quinas [íntegras / com danos por impacto/pet]. Apresenta [sem / com] riscos/manchas (fotos).”

Parede e pintura: trate como itens distintos (e registre “pintura usada” com critério)

Parede e pintura podem ser itens separados vistoria na sala e de outros ambientes. Dessa forma, você descreve estrutura (alvenaria/drywall) e acabamento (tinta) sem confundir.

Parede (estrutura)

Primeiro, identifique o material:

  • alvenaria, ou
  • drywall (parece oca ao toque)

Depois, registre defeitos:

  • furos, pregos;
  • riscos profundos;
  • sinais de infiltração/umidade.

Exemplo:

  • “Paredes internas em [alvenaria/drywall], estado [bom]. Sem sinais aparentes de infiltração. Apresenta [sem / com] furos/pregos e [sem / com] marcas de uso (fotos).”

Pintura (acabamento)

A pintura pode estar “usada” mesmo sem estar “ruim”. Por isso, combine o critério com a imobiliária. Ainda assim, registre riscos e manchas na altura típica de contato (corredor de passagem, encosto de móveis).

Exemplo:

  • “Pintura em tinta [PVA/acrílica – quando identificável], estado [novo/bom/usado]. Apresenta [sem / com] manchas e [sem / com] riscos na altura de contato (fotos).”

Campainha, interruptores e tomadas: teste funcional + estado estético

Itens elétricos precisam de dois olhares: funcionamento e estética. Além disso, interruptores podem ser paralelos. Então, teste de forma consciente na vistoria na sala.

Campainha

  • aperte e valide funcionamento.

Exemplo:

  • “Campainha: acionamento testado, funcionamento [funcionando / não funciona] (observação).”

Interruptores (incluindo paralelos)

  • acione interruptores;
  • verifique se comandos paralelos funcionam corretamente (um liga e o outro desliga).

Exemplo:

  • “Interruptores/espelhos: acionamento testado, funcionamento [funcionando / falha em paralelo]. Acabamento com [sem / com] amarelamento e [sem / com] manchas de tinta (foto).”

Tomadas

  • teste com plug testador;
  • registre defeitos (folga, parafuso faltando, sinais de dano).

Exemplo:

  • “Tomadas: testadas com plug, funcionamento [funcionando / tomadas X sem energia]. Espelhos com [sem / com] manchas/amarelamento (foto geral).”

Imóvel mobiliado: decorações, enxoval e o que entra (ou não) na vistoria

Se o imóvel tiver enxoval e itens decorativos, isso pode (ou não) entrar no escopo da vistoria na sala. Por isso, alinhe com a imobiliária. Se entrar, então cobre o adicional, porque catalogar dá trabalho e exige detalhe.

Exemplo:

  • “Itens decorativos/enxoval: [inclusos / não inclusos] no escopo conforme orientação da imobiliária. Quando inclusos, itens catalogados e fotografados (observação).”

Mobília da sala: sofá, mesa e cadeiras (testes que evitam contestação)

Sofá

Além de material (suede/courino/couro), registre:

  • fios puxados;
  • manchas (líquidos, caneta, tinta);
  • danos de pet;
  • pés lascados;
  • mecanismo retrátil/reclinável (se houver), porque falha é comum.

Exemplo:

  • “Sofá em [tecido suède/courino/couro], estado [bom/usado]. Apresenta [sem / com] fios puxados e [sem / com] manchas. Pés [íntegros / com lascas]. Mecanismo retrátil/reclinável [ok / com falha] (fotos).”

Mesa e cadeiras

  • tampo: riscos, manchas, bordas lascadas (principalmente vidro);
  • cadeiras: estrutura firme (sem “bamba”), assento/encosto sem rasgos.

Exemplo:

  • “Mesa com tampo em [vidro/MDF/madeira/pedra], estado [bom/usado], com [sem / com] riscos/manchas e bordas [íntegras / com lascas] (fotos). Cadeiras (conjunto): estrutura [metal/madeira/MDF], firmes [sim/não]; assentos/encostos [íntegros / com rasgos/manchas] (fotos).”

Cortinas

  • trilho/corrediça: abre/fecha;
  • tecido: manchas, rasgos, fio puxado, barra encardida.

Exemplo:

  • “Cortinas: corrediças com funcionamento [ok / com travamento]. Tecido com [sem / com] manchas, [sem / com] fio puxado e [sem / com] desgaste na barra inferior (fotos).”

Teto e iluminação: tipo de forro e luminárias (inclua quantidade por modelo)

No teto, o método é o mesmo da parede. Entretanto, o material muda:

  • alvenaria, gesso, PVC ou madeira.

Nas luminárias, use o nome correto (plafon, spot, embutida, pendente). Além disso, registre quantidade por modelo e quais não funcionam, porque isso evita “discussão por lâmpada”.

Exemplo:

  • “Teto em [alvenaria/gesso/PVC], pintura com estado [bom/usado]. Luminárias: [tipo – ex.: spots embutidos], total de [quantidade]; funcionamento [todas funcionando / X não acendem]. Acabamentos com [sem / com] manchas de tinta (fotos).”

Conclusão: sala bem feita define o padrão do laudo inteiro

vistoria na sala bem executada começa com ambientes bem separados (sala e cozinha), segue com a porta dividida em itens (porta, fechadura e batente) e, em seguida, cobre piso, rodapé, parede, pintura e elétrica com testes objetivos. Além disso, quando houver mobiliário, você registra mecanismo, manchas e estrutura. Assim, o laudo fica consistente. Consequentemente, a vistoria de saída fica mais simples e mais justa.

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