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7 leis que todo corretor de imóveis precisa conhecer para trabalhar com segurança

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A legislação está presente em praticamente todas as etapas da locação e da intermediação imobiliária. Por isso, destacamos aqui leis que todo corretor de imóveis precisa conhecer. Conhecer as normas jurídicas do setor evita processos judiciais e protege a reputação da empresa. Além disso, o profissional que domina a lei orienta seus clientes com muito mais autoridade.

Muitos corretores acreditam que as normas jurídicas pertencem apenas aos advogados. No entanto, erros simples de documentação ou promessas verbais causam grandes prejuízos financeiros. Confira a seguir as sete leis que todo corretor de imóveis precisa conhecer para garantir operações 100% seguras.

leis que todo corretor de imóveis precisa conhecer

1. As principais leis que todo corretor de imóveis precisa conhecer

O cotidiano das imobiliárias exige a aplicação constante de leis especiais e gerais. Dessa maneira, entender a hierarquia dessas normas evita equívocos graves na elaboração dos contratos.

Lei do Inquilinato e Código Civil no dia a dia imobiliário

A Lei do Inquilinato (Lei nº 8.245/1991) atua como a norma principal das locações urbanas no Brasil. Por ser uma lei especial, ela se sobrepõe a outras legislações gerais. Assim, ela estabelece os direitos e deveres de proprietários e inquilinos, além de reger as garantias e as ações de despejo. Por exemplo, a lei exige que o locador entregue o imóvel em condições habitáveis. Por outro lado, o locatário deve devolver o bem no estado em que o recebeu, descontados os desgastes naturais do tempo.

Entretanto, quando a Lei do Inquilinato for omissa, o Código Civil (Lei nº 10.406/2002) entra em cena para complementar o contrato. Afinal, o Código Civil rege a validade dos negócios jurídicos e exige a boa-fé objetiva entre as partes. Por essa razão, promessas sobre reformas ou carências de aluguel devem constar por escrito. Caso contrário, a palavra dita verbalmente gerará sérios conflitos na entrega das chaves.

Lei de Registros Públicos e a validação documental do imóvel

A Lei de Registros Públicos (Lei nº 6.015/1973) garante a segurança documental de qualquer transação imobiliária. Dessa forma, o corretor deve consultar a certidão de matrícula atualizada antes de anunciar uma propriedade. Assim, o profissional confirma quem é o verdadeiro dono e verifica se existem penhoras ou processos pendentes.

Cuidados na Análise de Representação: Se outra pessoa assinar pelo proprietário, exija os documentos comprovatórios. Por exemplo, verifique a validade de procurações públicas, certidões de inventariante ou termos de representação legal. Com isso, você evita nulidades no contrato de locação.

2. Regulamentação e relação de consumo: leis que todo corretor de imóveis precisa conhecer

A atividade do corretor é regulamentada por lei própria. Além disso, a prestação de serviços da imobiliária se conecta diretamente com os direitos do consumidor.

Lei dos Corretores de Imóveis e os limites de atuação técnica

A profissão de corretor possui regras claras estipuladas pela Lei nº 6.530/1978. Consequentemente, a lei define quem pode exercer a atividade legalmente e regulamenta a intermediação imobiliária. Portanto, o profissional deve atuar dentro dos seus limites técnicos. Dessa maneira, o corretor pode intermediar propostas e explicar procedimentos comerciais. Contudo, ele nunca deve emitir pareceres jurídicos complexos sem o suporte de um advogado especializado.

O Código de Defesa do Consumidor nos serviços imobiliários

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) pacificou o entendimento de que o Código de Defesa do Consumidor (CDC – Lei nº 8.078/1990) não se aplica à relação direta entre locador e locatário. Afinal, esse contrato é regido pela Lei do Inquilinato.

Por outro lado, o CDC aplica-se à relação de prestação de serviços entre o proprietário e a imobiliária. Por isso, os anúncios devem refletir com exatidão as características do imóvel. Da mesma forma, as taxas de administração e vistoria precisam ser apresentadas com total transparência ao cliente.

3. LGPD e Processo Civil: leis que todo corretor de imóveis precisa conhecer sobre dados e provas

A gestão imobiliária lida com grandes volumes de dados pessoais e produz documentos que possuem valor probatório em julgamentos.

A aplicação da LGPD no tratamento de dados de clientes

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD – Lei nº 13.709/2018) regulamenta a coleta e o armazenamento de informações pessoais. Como a imobiliária recolhe documentos de identidade, comprovantes de renda e dados bancários, a atenção deve ser redobrada. Portanto, armazene os arquivos em ambientes digitais seguros. Além disso, limite o acesso interno apenas aos funcionários envolvidos na operação e estabeleça critérios claros para o descarte de documentos antigos.

O Código de Processo Civil e a geração de provas documentais

O Código de Processo Civil (CPC – Lei nº 13.105/2015) parece distante da rotina dos corretores, mas conecta-se diretamente com o trabalho de campo. Afinal, um processo judicial depende exclusivamente de provas produzidas antes do litígio. Desse modo, laudos de vistoria, fotografias, e-mails e mensagens organizadas servem como provas valiosas em uma ação judicial. Por essa razão, manter a rastreabilidade dessas informações protege a imobiliária em eventuais disputas.

Perguntas Frequentes (FAQ) sobre leis que todo corretor de imóveis precisa conhecer


O Código de Defesa do Consumidor se aplica ao contrato de aluguel?

Não diretamente entre locador e locatário. Conforme a jurisprudência do STJ, a relação de aluguel é regida pela Lei do Inquilinato. No entanto, o CDC aplica-se à prestação de serviços fornecida pela imobiliária ao proprietário do bem.

Por que o corretor deve conferir a matrícula antes de fechar o contrato?

A certidão de matrícula confirma a verdadeira titularidade do imóvel e aponta eventuais impedimentos legais. Dessa forma, conferir esse documento evita assinar contratos com pessoas não autorizadas ou com procurações vencidas.

Como o Código de Processo Civil afeta os laudos de vistoria?

O CPC exige a produção de provas válidas e auditáveis. Assim, fotos com datas, descrições detalhadas e termos assinados garantem que o laudo de vistoria seja aceito pelo juiz em caso de cobrança de reparos.

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