/ /

Vistoria na cozinha: testes em eletros, armários e torneira

Compartilhe:

vistoria na cozinha precisa ser organizada e técnica, porque é um ambiente com muitos itens de alto valor (eletrodomésticos, móveis sob medida e metais). Além disso, é comum o imóvel ter cozinha integrada à sala. Mesmo assim, não misture tudo no laudo: se você juntar ambientes, então a vistoria fica confusa e, consequentemente, a comparação na saída vira um problema.

Portanto, crie o ambiente “Cozinha” separado da “Sala”, mesmo sem parede divisória. Da mesma forma, quando houver uma porta separando a área de serviço, vale manter “Área de serviço” como um ambiente independente. Desse modo, você ganha clareza e padronização. Em suma, o planejamento da separação evita bagunça no laudo.

A seguir, você verá um roteiro prático de vistoria na cozinha, com foco no que mais dá divergência: eletrodomésticos, cooktop, interfone, armários embutidos e torneira monocomando.

Portanto, crie o ambiente “Cozinha” separado da “Sala”, mesmo sem parede divisória. Da mesma forma, quando houver uma porta separando a área de serviço, vale manter “Área de serviço” como um ambiente independente. Assim, você ganha clareza e padronização.

A seguir, você verá um roteiro prático de vistoria na cozinha, com foco no que mais dá divergência: eletrodomésticos, cooktop, interfone, armários embutidos e torneira monocomando.

ATENÇÃO: O CONTEÚDO PRINCIPAL ESTÁ NO VÍDEO. O TEXTO A SEGUIR É UM RESUMO.

Separação de ambientes: cozinha não é sala (mesmo quando é integrada)

Em imóveis com conceito aberto, é tentador descrever tudo junto. Porém, isso atrapalha a organização. Por isso, no laudo:

  • primeiro, crie “Sala” como um ambiente;
  • depois, crie “Cozinha” como outro ambiente;
  • e, se existir porta separando a área de serviço, então descreva “Área de serviço” separadamente.

Assim sendo, cada ambiente tem suas próprias fotos e descrições. Por consequência, a vistoria de saída fica mais fácil de comparar.

Modelo pronto:

  • “Cozinha: ambiente descrito separadamente da sala para manter organização e facilitar comparação na vistoria de saída.”

Vistoria na cozinha: como testar e descrever eletrodomésticos (sem errar no “material”)

Em eletrodomésticos nas vistorias da cozinha, tentar cravar “material” pode gerar erro, porque muitos têm frente em inox/metal escovado e laterais em outro material. Então, foque em: tipo, marca, características, estado estético e teste de funcionamentoDessa forma, você descreve melhor e evita contradição. Além do mais, o valor do item está mais relacionado à marca do que ao material específico.

Geladeira: o que registrar por fora e por dentro

Por fora, registre:

  • tipo (1 porta, 2 portas, duplex, inverse, freezer embaixo etc.);
  • marca (ex.: Electrolux);
  • painel digital (se existir);
  • estado estético (riscos, amassados, manchas, oxidação).

Por dentro, registre:

  • prateleiras (vidro, acrílico), completas ou faltantes;
  • gavetas (especialmente as de legumes, que trincam fácil);
  • lâmpada interna (muita gente esquece);
  • estado geral (trincas, rachaduras, peças soltas).

Teste recomendado:

  • ligar no início da vistoria;
  • aguardar parte do tempo da vistoria;
  • ao final, medir temperatura interna com termômetro (quando este for seu padrão operacional) e registrar foto.

Modelo pronto, com algumas variações:

  • Geladeira duas portas, com painel digital, da marca Brastemp, com prateleiras internas de vidro, gavetas funcionando, lâmpada interna funcionado. Testada e funcionando. Está em estado regular, apresentando pontos amassados na porta, sinais de oxidação e prateleiras quebradas.

Micro-ondas: teste com recipiente de água e evidência do painel

O que registrar na vistoria na cozinha para o microondas:

  • marca;
  • porta (espelhada, vidro, puxador);
  • prato interno (presente e íntegro);
  • lâmpada interna (se acende).

Teste recomendado:

  • colocar um copo/recipiente com água por ~30s;
  • fotografar painel em contagem (prova de funcionamento);
  • medir temperatura do copo ao final (quando aplicável).

Modelo pronto:

  • Microondas da marca Panasonic, com prato e lampada interna, funcionando, com painel digital, funcionando.

Forno elétrico: teste de aquecimento e cuidado com o termômetro

No forno, em vistoria na cozinha, o teste precisa ser coerente: se você medir com a porta fechada, então o vidro segura calor e, por conseguinte, o resultado pode enganar. Portanto, para aferir melhor, meça mirando para dentro com a porta aberta (quando esse for seu método). Dessa maneira, você obtém leitura mais precisa.

O que registrar:

  • botões completos e firmes;
  • lâmpada interna;
  • grade/assadeira interna (se houver);
  • borracha de vedação (pode ser solta mesmo, então registre sem alarme desnecessário).

Modelo pronto:

  • Forno elétrico da marca Fischer, embutido, com grade e lâmpada interna funcionando.

Cooktop/fogão de mesa: gás, acendimento e vidro (ponto crítico)

Cooktop é item sensível, principalmente se for de vidro. Além disso, o teste depende de gás. Por isso, o fluxo ideal é para a vistoria na cozinha:

Inicialmente:

  1. abrir o gás e aguardar 2–3 minutos para preencher a tubulação;

Posteriormente: 2) acender cada queimador;
3) validar acendimento automático e, se falhar, testar com isqueiro/fósforo para diferenciar defeito do ignitor vs. falta de gás;

Por fim: 4) registrar grades, botões e limpeza (pois gordura pode travar botões).

Quanto ao registro:

  • tipo (cooktop/fogão de mesa, embutido etc.);
  • marca;
  • grades completas;
  • botões completos, sem quebra e sem travar;
  • vidro sem trincas (uma vez que é o defeito mais crítico).

Modelo pronto:

  • Fogão cooktop, da marca Consul, com quatro queimadores, em bom estado e funcionando. Apresentando leves sinais de oxidação.

Interfone na cozinha: como testar sem depender da portaria

Nem sempre dá para ligar para a portaria. Ainda assim, dá para fazer uma verificação básica. Em outras palavras, você não precisa de teste completo para registrar bem.

Nesse sentido, verifique:

  • registrar marca (ex.: Intelbras);
  • checar estado estético (amarelado por sol, tinta, poeira);
  • verificar fixação (porque muitos ficam presos só em cima e soltos embaixo);
  • testar “pulso” no fone (ou seja, sinal básico ao manipular o aparelho, quando aplicável).

Exemplo:

  • “Interfone [marca], em plástico, estado estético com [sem avarias / amarelado parcial / manchas]. Fixação [firme / base inferior solta]. Teste básico realizado (sinal/pulso perceptível no fone) (foto).”

Armários e balcão: destaque “MDF embutido sob medida” e fotografe por dentro

Em cozinha, os móveis são fonte constante de divergência. Por isso, registre corretamente. Sobretudo, use a descrição correta:

  • MDF embutido sob medida (expressão importante para seguro e caracterização);
  • portas e gavetas funcionando;
  • dobradiças (oxidação, folga);
  • sinais de umidade/estufamento (principalmente embaixo da pia);
  • portas com abertura para cima (isto é, amortecedores/pistões).

O que fotografar (para não faltar evidência)

Em primeiro lugar:

  • uma foto geral do conjunto;

Em seguida:

  • portas e gavetas fechadas;
  • portas e gavetas abertas;

Ademais:

  • close nas quinas/cantos com risco de estufamento;

Por fim:

  • interior do gabinete sob a pia.

Exemplo:

  • “Armários e balcão em MDF embutido sob medida: portas e gavetas com funcionamento [funcionando/ com interferência / empeno]. Dobradiças [sem oxidação / com oxidação]. Sinais de umidade/estufamento [ausentes / presentes], especialmente no gabinete inferior (fotos internas). Portas basculantes superiores com amortecedores [ok / sem pressão] (foto com porta aberta).”

Torneira monocomando, dispenser e sifão: deixe a água correr para validar vazamento

Em cozinha, torneira monocomando exige teste completo: água fria e água quente. Além disso, vazamento nem sempre aparece na primeira foto. Então, deixe a água correr por 1–2 minutos e observe. Dessa forma, você identifica gotejamento que só aparece com pressão.

Com relação ao que verificar:

  • vazamento no corpo da torneira;
  • vazamento nas conexões/flexíveis;
  • vazamento no sifão;
  • escoamento e retorno de água (ou seja, sinais de entupimento);
  • dispenser de detergente (presença e estado).

Exemplo:

  • “Torneira monocomando em [metal/inox], acionamento funcionando para água fria e quente. Dispenser de detergente [presente/ausente]. Teste realizado com água corrente por [tempo]; sem vazamentos aparentes no corpo, flexíveis e sifão (fotos/vídeo do escoamento).”

Espera para lava-louças: registre como ponto hidráulico disponível

Se houver espera para máquina de lavar louça, registre. Assim, você evita discussão sobre “falta de ponto” e deixa claro o que existe. Por consequência, não há questionamento futuro sobre infraestrutura disponível.

Exemplo:

  • “Espera para lava-louças: ponto hidráulico/registro e tubulação com tampão [presentes/ausentes] no interior do gabinete (foto).”

Conclusão: cozinha bem vistoriada = menos contestação e mais segurança

vistoria na cozinha fica sólida quando você separa o ambiente, além de descrever eletros por tipo e marca, testar funcionamento com evidência, registrar cooktop com cuidado no gás e no vidro, e fotografar armários por dentro, especialmente embaixo da pia. Consequentemente, você reduz divergência na vistoria de saída e aumenta a credibilidade do laudo.

Portanto, use um padrão: descrição objetiva + teste simples + evidência visual. Desse modo, o relatório fica “à prova” de contestação. Em suma, a vistoria na cozinha bem estruturada economiza tempo e evita problemas.

Links Úteis

O melhor aplicativo de vistorias de imóveis é o App Pleno Vistorias.

Veja como fazer a vistoria dos itens do Banheiro.

Tenha acesso ao único curso de vistorias de imóveis gratuito aqui

Siga-nos no @sistemaspleno e no @appvistoriaspleno e no no nosso canal no YouTube, @plenotec.



Deixe o seu comentário:

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

SOBRE NÓS

Desenvolvemos soluções para organizar a operação de locações e vistorias com tecnologia. Neste blog compartilhamos aprendizados reais.