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Recusa do recebimento das chaves na locação: entenda os riscos e a decisão do STJ

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A recusa do recebimento das chaves por parte da imobiliária ou do proprietário ocorre com frequência no encerramento do contrato. No entanto, condicionar a devolução da posse à execução de reparos ou à concordância com o laudo de vistoria gera graves prejuízos jurídicos. AfinaI, a devolução do imóvel representa um ato completamente distinto da cobrança das avarias.

Muitos gestores acreditam que reter as chaves garante o conserto rápido do patrimônio. Contudo, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) pacificou o entendimento de que essa retenção é ilegal. Portanto, entender como conduzir o término da locação sem reter o imóvel protege a imobiliária contra perdas financeiras relevantes.

1. O posicionamento do STJ sobre a recusa do recebimento das chaves

A Terceira Turma do STJ analisou uma situação em que o locador negou o recebimento das chaves até o inquilino concordar com os danos do laudo de saída. Como resultado, o imóvel permaneceu fechado e o proprietário continuou cobrando os aluguéis do período.

A desvinculação entre a posse e a cobrança de reparos na recusa do recebimento das chaves

O Tribunal decidiu que a discussão sobre avarias não pode impedir o encerramento do contrato de aluguel. Consequentemente, o STJ desonerou os fiadores e o locatário de pagarem os aluguéis acumulados durante o período da recusa. Dessa forma, o juiz considerou ilegítima a cobrança das mensalidades geradas pela retenção indevida do imóvel.

O inquilino perde a responsabilidade pelos danos após a devolução?

Certamente, a decisão judicial não isenta o inquilino de pagar pelos estragos que causou no imóvel. Afinal, a Lei do Inquilinato obriga o locatário a restituir a propriedade no estado em que a recebeu, descontados os desgastes naturais. No entanto, a cobrança desses valores deve ocorrer por vias administrativas ou judiciais próprias, sem praticar a recusa do recebimento das chaves.

recusa do recebimento das chaves

2. O passo a passo correto sem a recusa do recebimento das chaves

Para evitar litígios desnecessários, a imobiliária deve adotar um protocolo operacional transparente e seguro.

Formalização imediata da devolução da posse

Em primeiro lugar, a administradora deve receber as chaves e emitir um recibo formal com data, horário e quantidade de itens entregues. Além disso, o documento deve registrar as leituras atuais dos medidores de água, luz e gás. Com isso, a empresa formaliza o fim da posse e encerra a cobrança do aluguel imediatamente.

Vistoria comparativa e detalhamento dos custos

Em segundo lugar, o vistoriador realiza a vistoria comparativa, analisando o laudo de entrada lado a lado com o laudo de saída. Se a equipe identificar avarias causadas pelo morador, a imobiliária deve discriminar cada item com fotografias claras e orçamentos individuais. Dessa maneira, em vez de enviar uma cobrança genérica, a empresa apresenta provas objetivas de cada dano.

Dica de Proteção Operacional: Se você notar que o inquilino é problemático ou possui débitos antigos, receba as chaves imediatamente. Caso a imobiliária pratique a recusa do recebimento das chaves, o inquilino pode desaparecer do mapa. Consequentemente, para reaver a posse do imóvel desocupado, a imobiliária precisará mover uma longa ação de despejo na Justiça.

3. O papel do vistoriador e o direito de resposta do inquilino

O vistoriador de imóveis deve focar exclusivamente no registro imparcial dos fatos. Por isso, ele não deve assumir a função de juiz ou pressionar o morador no local da vistoria.

Análise técnica sem opiniões pessoais

O relatório de vistoria precisa fornecer dados concretos para a tomada de decisão da gestão. Portanto, o vistoriador deve fotografar, descrever as avarias e apontar as divergências entre os laudos sem emitir opiniões pessoais acusatórias. Desse modo, a avaliação permanece estritamente técnica.

Prazo para manifestação e conciliação do morador

Além disso, a imobiliária deve conceder um prazo razoável para o morador apresentar sua defesa ou enviar comprovantes de reparos. Assim, o morador pode demonstrar que o problema já existia na entrada ou apresentar notas fiscais de reformas realizadas. Caso as partes não alcancem um acordo amigável, a cobrança prosseguirá pelas vias judiciais cabíveis, sem manter a recusa do recebimento das chaves.

Perguntas Frequentes (FAQ) sobre a recusa do recebimento das chaves


O proprietário pode cobrar aluguel enquanto o imóvel passa por reformas de saída?

Somente se o contrato estipular essa obrigação de forma clara e o inquilino concordar amigavelmente com o prazo do conserto. Contudo, se o inquilino desocupar a propriedade e tentar devolver as chaves, o proprietário não pode estender a cobrança de aluguéis forçadamente.

O que fazer se o inquilino abandonar o imóvel com danos graves?

Se o imóvel contiver avarias e o morador entregar as chaves, a imobiliária deve lavrar o termo de devolução com ressalva de estragos. Assim, a administradora recupera a posse do bem para locá-lo novamente e ingressa com uma ação de execução para cobrar os custos das reformas.

Como comprovar os estragos sem praticar a recusa do recebimento das chaves?

A imobiliária comprova as avarias utilizando o histórico comparativo de vistorias com fotografias e vídeos de entrada e saída. Dessa forma, a farta documentação probatória garante o direito de ressarcimento na Justiça sem violar a jurisprudência do STJ.

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